31 Dezembro 2005

UMA GRANDE METRÓPOLE TROPICAL


Pessoas bem vestidas, uma alameda com edifícios afinados com a Belle-époque. Com majestosas fachadas, sacadas, varandas e portas monumentais, com suas cúpulas e torres.
Nessa larga alameda, no melhor estilo francês, iluminada com postes de ferro requintados, chovia a cântaros, no dia 15 de novembro de 1905, e os discursos de inauguração eram interrompidos a todo instante com os gritos de “Vive la France”. Não era Paris e sim o Rio de Janeiro desejando ser como a capital da França no dia em que inaugurou a Avenida Central.
Na inauguração havia trinta prédios acabados, que fizeram o que de melhor podiam fazer, pois havia até concursos para escolher o melhor estilo de arquitetura. Eram edifícios idênticos aos edifícios franceses.
O logradouro recebeu arte até nos postes de iluminação pública. No dia da solenidade inaugural, foi montada uma grande plataforma, um tanto elevada, para a passagem de um desfile de modas.
Passaram pela Avenida, no dia de sua inauguração, todas as personalidades da cidade das mais ilustres às mais excêntricas, desde o escritor Olavo Bilac a vendedores de jóias. Os pais de família diziam a seus filhos, “construímos aqui o mais largo e mais importante logradouro do mundo”. Era uma expressão característica da época.
A Avenida Central já tinha muitas lojas de luxo, mas a primeira loja de artigos de luxo foi a Casa Colombo, que ficava na esquina da Rua do Ouvidor, e lá tinha ainda a Torre Eiffel, a Casa das Fazendas Pretas, entre outras. Porém a Avenida Central ficava cada vez mais importante, que chegou a ser chamada, na época, de “mulata apertada num vestido francês”.
Grupo de trabalho ( Renan Portugal, Lander Braz,Vinícius de Souza, Roberto da Costa e Vitor Borges)

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